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Google Wave: a revolução ou a prisão?

22/07/2009

Essa semana o mundo inteiro ficou um pouco “extasiado” com o lançamento do Google Wave. Talvez nem tanto pela tecnologia, mas pela capacidade que o Google tem de criar “buzz”, como bem lembrou meu amigo Cesinha.

Como sempre acontece quando ocorrem essas coisas, decidi pesquisar para tirar minhas próprias conclusões. É algo que aprendi desde pequeno: não consigo acreditar em tudo o que as pessoas falam sobre um determinado assunto sem ir até a fonte original do conhecimento. Achei então a documentação oficial nesse link. De fato, fiquei surpreso e, como em quase tudo o que acontece na Internet atualmente, um pouco assustado. Alguns pontos que acho importante destacar:

  1. Utilizando o Google Wave, que promete ser um protocolo de comunicação aberto, tudo o que você está fazendo em tempo real pode ser transmitido aos seus amigos
  2. Tudo o que você escrever lá vai passar de alguma forma pelos servidores do Google. Não sei se faz tanta diferença porque isso já acontece hoje em dia.

Tudo isso parece bom, e de fato é. Pelo que pude entender, ele utiliza uma ferramenta de análise de linguagem natural para concluir se você está digitando ou não uma palavra da forma correta, e o mais impressionante de tudo é que ele faz tudo isso sem usar dicionários! Quem não sabe muito de computação pode até não entender muito bem do que vou falar, mas a conclusão sobre a forma de escrita correta de uma palavra é feita unicamente com dedução natural. Sim, parece incrível, e meu professor de lógica deve achar também.

O fato é que isso tudo já vem sendo prometido há algum tempo, com a chegada da Web 3.0. A ideia sempre foi poder navegar por assuntos de interesse, e não necessariamente por endereços. Você digita o que quer em algum lugar e já é levado para o conteúdo. Conheço um projeto que tem trabalhado fortemente em cima disso, e quando estiver pronto deve entrar no Portal do Software Público, que se chama Cordel. Mais informações sobre o projeto podem ser encontradas no site: http://www.lightinfocon.com.br/port/products/cordel/presentation.asp

Se tudo parece tão bom, onde está o medo então? No meu caso pelo menos, o medo reside no fato de que os computadores estão começando a entender o que a gente fala. Numa abordagem tradicional de correção ortográfica, existe um dicionário que contém todas as palavras da língua, e à medida que você digita ele vai analisando se a palavra está no dicionário. No caso do Wave, à medida que você digita ele executa uma complicadíssima equação lógica que permite ao computador concluir que existem sugestões melhores para aquele contexto de escrita, o que provavelmente indica que a palavra está errada. Isso significa que o computador “entende” o que você fala e ainda “interpreta”.

O fato é que fornecer essa inteligência aos computadores do Google, que dominam toda a informação do mundo, me parece um pouco “aprisionador”. Antes eu sabia que os dados estavam lá, mas precisava de um humano lendo para interpretá-los. Hoje em dia, isso já não é mais exclusivamente necessário.

Não sei no que isso vai dar, mas esse é certamente mais um passo importante do Google rumo à “dominação do mundo”.

“Corre Bino. É uma cilada…”

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